Lisboa vai ser um cluster na área da mobilidade inteligente

Lisboa e a mobilidade inteligente

Foto: Smart Cities World



Lisboa é uma das três cidades mundiais escolhidas pela Deloitte para desenvolver soluções de mobilidade que possam ser exportáveis para outras geografias. As outras duas cidades são San Diego, nos Estados Unidos, e Singapura, na Malásia. “No fundo, vamos criar um cluster da mobilidade em Portugal, que vai contribuir para a economia nacional e para atrair mão-de-obra qualificada em torno deste setor”, explica o líder global da Deloitte para a área da mobilidade.

Miguel Eiras Antunes justifica a opção pela capital portuguesa, que teve de vencer a disputa com cidades como Amesterdã, Barcelona e Munique, com o preenchimento de uma série de critérios. “Lisboa tem uma visão estratégica para a mobilidade, qualidade na liderança municipal (por exemplo ao nível da vereação), boa governança (com estruturas orientadas para a área da mobilidade) e abertura para trabalhar numa lógica de ecossistema em open innovation”, disse.

Por outro lado, pesou também o fato de Lisboa já ter de uma reputação internacional, sobretudo ao nível da sua visão para o futuro da mobilidade. Uma reputação que é extensível a Cascais, cidade que é apontada como uma referência na área das smart cities, também com o seu sistema de mobilidade integrada, que inclui as modalidades combinadas de trens, bicicleta e parques de estacionamento.

Mobilidade Inteligente

Foto: Intelligentcommunity.org



Para entender esta escolha da Deloitte é preciso recuar uns anos e perceber que a área das smart cities (cidades inteligentes) e da nova mobilidade foram precisamente selecionadas como duas das grandes prioridades estratégicas da consultora internacional. Em concreto, um dos objetivos da Deloitte é ajudar a criar e a implementar um sistema de gestão integrado de mobilidade, com todas as componentes interligadas, que possa funcionar tanto em Lisboa como noutras cidades.

Numa primeira fase, o foco da atenção vai centrar-se em sistemas de mobilidade partilhada e na logística urbana. Miguel Eiras Antunes referiu, por exemplo, a necessidade de otimizar a circulação dos transportes de mercadorias nas cidades, de modo a gerir melhor os fluxos de trânsito, a partir de um estudo criterioso sobre questões como os melhores horários e locais de estacionamento.

Ao nível da mobilidade partilhada, Eiras Antunes apontou o exemplo das trotinetes, que poderão passar a ter um papel mais relevante, nomeadamente para a conclusão da última parte da viagem entre o trem e o emprego ou da estação de metrô a casa, a chamada last mile.

Depois de as áreas metropolitanas terem implementado um sistema de passes mais simplificados e baratos, em meados deste ano, municípios como Cascais prometem ir mais longe e avançar mesmo para o transporte rodoviário gratuito. Sobre se esta poderá vir ou não a ser uma tendência, Eiras Antunes diz que tudo depende da capacidade de financiamento do município. Certo é que “na nova mobilidade, o custo por quilómetro quadrado é mais baixo”, observou.

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