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A América Latina voltou a ser manchete internacional, e o Brasil — inevitavelmente — voltou ao centro do tabuleiro político e econômico. Nesse contexto, onde cada decisão global tem reflexo direto sobre a confiança dos investidores e a previsibilidade das cadeias produtivas, algumas relações ganham novo valor.
Entre elas, a relação Brasil–Portugal, que deixa de ser apenas histórica e se consolida como uma relação de inteligência estratégica, econômica e cultural. Não é novidade que Brasil e Portugal partilham uma história longa, mas talvez nunca tenham estado tão próximos na prática quanto agora, com o Brasil mantendo superávit robusto e diversificando sua pauta de exportações.
A venda de aeronaves, máquinas, equipamentos e produtos de tecnologia de informação substitui gradualmente a antiga dependência de commodities, enquanto Portugal reforça a exportação de produtos de alto valor agregado: azeites, vinhos, conservas, moda e tecnologia. É uma relação de complementaridade, não de competição.
E o dado mais relevante é outro: as empresas que estão prosperando de ambos os lados são as que compreenderam que a parceria entre os dois países não é uma herança, mas sim uma oportunidade.
Portugal vive um momento singular na Europa. É o país que melhor equilibra estabilidade política, qualidade de vida e custo competitivo dentro da União Européia. Tornou-se porta de entrada para empresas latino-americanas que desejam explorar o mercado europeu, e o Brasil, com seu tamanho e diversidade, é o parceiro natural para isso.
Startups brasileiras instalam-se em Lisboa e no Porto não apenas pelo idioma, mas porque encontram um ecossistema maduro, apoio institucional e um acesso imediato a mais de 400 milhões de consumidores europeus. Ao mesmo tempo, empresas portuguesas olham para o Brasil como mercado de expansão real, e não mais como destino exótico, pois há investimento em energia, hotelaria, agronegócio, tecnologia e gastronomia.
A inteligência artificial deixou de ser conceito e virou rotina de operação para empresas de ambos os países. Portugal avança em políticas européias de regulação e ética da IA, enquanto o Brasil adapta suas estruturas jurídicas e educacionais para acompanhar a velocidade da mudança.
Em comum, surge um desafio que é também uma oportunidade, a de como usar tecnologia para ganhar eficiência sem perder humanidade. Essa questão não é retórica. As empresas que dominarem a automação sem sacrificar autenticidade são as que irão liderar.
Entre o Brasil e Portugal, essa segurança existe, é palpável e está pronta para ser transformada em negócio, em cultura e em impacto. 2026 será um ano de oportunidades para quem souber olhar para essa relação não como passado compartilhado, mas como presente estratégico.
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