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Turismo nos Parques Paranaenses cresce 4,7% no primeiro trimestre de 2025

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Serra do Baitaca na região Metropolitana de Curitiba / PR
Foto: Denis Ferreira Netto / SEDEST



Os parques estaduais administrados pelo Instituto Água e Terra (IAT) receberam 214.493 visitantes no primeiro trimestre deste ano, 4,72% a mais do que no mesmo período de 2024 (204.825 pessoas).

O incremento foi puxado especialmente pelo Parque Estadual da Serra da Baitaca, entre Piraquara e Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, que quebrou o próprio recorde: 25.411 turistas nos primeiros três meses do ano, aumento 20,7% em relação a 2024 – somente em março 12.707 pessoas visitaram a UC, conhecida por pontos turísticos emblemáticos como os morros Pão de Loth, Anhangava e o Caminho do Itupava.

Outros destaques foram a Ilha do Mel, em Paranaguá, no Litoral, que cresceu 14% (de 94.351 para 107.552 turistas); o Guartelá, em Tibagi, nos Campos Gerais, com incremento de 12% (de 6.855 para 7.676); e o Monumento Natural Salto São João, em Prudentópolis, no Centro-Sul do Paraná, que passou de 4.832 visitantes para 5.326 (10,2%). O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Ilha do Mel no litoral Paranaense
Foto: Denis Ferreira Netto / SEDEST



“É uma vitória da geração de consciência ecológica. Espaços de educação ambiental que ganham cada vez mais visitantes, reforçando o interesse das pessoas para com a natureza. Uma alegria poder compartilhar esses números e essa conscientização ambiental”, destaca o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.

“O que podemos observar é que cada vez mais as pessoas estão buscando contato com a natureza, mas com outras atividades além da contemplação da paisagem, como a prática de atividades físicas. E é exatamente isso que as Unidades de Conservação oferecem. O mar, a praia, caminhada, cicloturismo, arvorismo, tirolesa, uma enormidade de ofertas atrai cada vez mais turistas”, afirma o diretor de Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto.

Com mais de 25 mil visitantes no trimestre, o Parque Estadual da Serra da Baitaca é um bom exemplo dessa comunhão de atividades. “Um dos principais motivos para essa evolução é o turismo ecológico. Aventura e atividades de lazer em contato com o meio ambiente, justamente o que a Baitaca oferece”, destaca a chefe da Unidade de Conservação, Marina Rampim.

“Há, ainda, o fato de o parque estar sendo bastante divulgado, o fácil acesso e a boa estrutura. São 40 minutos para quem sai de Curitiba, há trilhas consideradas menos complicadas em relação a outros parques e belíssimas cachoeiras, o que atrai todo tipo de turista. Além disso, os corredores de montanha também estão cada vez mais presentes. Tudo isso ajuda a explicar esse aumento na procurada pela Serra da Baitaca”, acrescenta.

Marina, porém, faz um alerta: é preciso respeitar a natureza e obedecer às regras de cada Unidade de Conservação. A entrada de animais domésticos, por exemplo, é proibida. O mesmo vale para o uso de drones. Em Alguns parques, como a Baitaca, também não são permitidos campings. “O principal descaso é com relação ao lixo. Objetos descartados de forma incorreta causam impacto negativo muito grande, podem atrair animais peçonhentos e afetam a fauna. E o nosso papel é, ao encontrar algo errado, alguém cometendo irregularidade, notificar para que se cumpra o ordenamento da unidade. Temos que proteger o que é nosso”, diz.

Leia a matéria completa no site da AEN – Agência de Notícias do Paraná.
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