Setor têxtil português possui grandes oportunidades para crescer dentro da UE

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Foto: Jornal-T.pt



A indústria têxtil portuguesa deve aproveitar a retomada para substituir nos mercados europeus grande parte das importações até agora oriundas de países extra-comunitários. A recomendação, em jeito de incentivo, vem de um estudo do Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE) do Ministério da Economia, que conclui que as indústrias portuguesas possuem um excelente posicionamento no setor: “Portugal tem a maior vantagem comparativa revelada na União Europeia”, diz o documento do Governo, que aponta para um mercado que representa mais de 40 bilhões de euros.

Elaborado com o objetivo de identificar setores que podem aproveitar a retoma da crise para crescer dentro do mercado comunitário, o estudo aponta para um conjunto de dez áreas, com destaque para os têxteis, vestuário e calçado. O estudo indica que “foram identificados dez setores cujo valor acrescentado bruto (VAB) exportado representa atualmente 54% de todo o VAB da economia portuguesa”.

São atividades “em que Portugal tem clara vantagem competitiva em relação aos concorrentes europeus”, podendo por isso “captar mais facilmente oportunidades de acréscimo de procura nos mercados da EU em substituição dos fornecedores de origem extra-comunitária”.

No caso dos têxteis, o estudo refere que o mercado da UE absorve já cerca de metade das exportações portuguesas e que neste setor “Portugal tem a maior vantagem comparativa revelada na União Europeia e pode no curto prazo aproveitar a oportunidade para abastecer mercados comunitários não especializados, substituindo os respectivos fornecedores extra-comunitários”.

O estudo do ministério tutelado por Pedro Siza Vieira destaca que, dentro da EU, Portugal é o quinto maior exportador em valor – atrás de Itália, Espanha, Alemanha e França – e que o conjunto de potenciais clientes no mercado intra-comunitário, composto por 22 países, comprava até agora a países terceiros cerca de 42 bilhões de euros. Ou seja, “um valor quase 15 vezes superior às exportações portuguesas”.

Como enquadramento, o documento elaborado pelos economistas Guida Nogueira e Paulo Inácio refere ainda que no espaço comunitário Portugal concorre com outras economias especializadas como Romênia, Itália, Bulgária e Lituânia na captação destas exportações, “mas nenhuma supera a nossa vantagem competitiva”. É que além da “forte visibilidade e orientação para os mercados externos”, o têxtil português tem já “forte presença no mercado europeu e apresenta uma capacidade instalada capaz de responder ao desafio da procura crescida”.

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