Portugal deve assumir uma participação ativa na construção europeia

Portugal deve assumir uma participação ativa na construção europeia

Portugal deve assumir uma participação ativa na construção europeia



Portugal deve assumir uma participação ativa na construção europeia e distinguir-se pela lealdade ao projeto europeu, defendeu o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, durante o seu discurso em uma conferência em Lisboa. “Portugal deve assumir-se como um em 28 Estados-membros da União Europeia (UE) e distinguir-se pela lealdade ao projeto europeu, mas também pelo valor que acrescenta ao projeto europeu na medida em que é uma boa ponte de ligação com a África e a América Latina”.

O chefe da diplomacia portuguesa optou por expor uma ideia central: que está ultrapassado o tempo em que o país mostrou ser um “bom aluno”, quando se associou ao “núcleo duro” em termos de políticas europeias, incluindo nos processos de adesão de novos Estados-membros. “Esse tempo, que foi muito importante, já passou. Agora, somos todos alunos uns dos outros”, frisou antes da sua intervenção.

O chefe da diplomacia foi o orador convidado no encerramento do ciclo de conferências “Europa — presente e futuro” promovido pela Comissão Europeia, com uma intervenção subordinada ao tema “O que significa participar ativamente no debate europeu?”, que decorreu na Sociedade de Lisboa.

O ministro optou desta forma por delinear uma pergunta no início da sua intervenção e fornecer pistas, relacionadas com o significado de uma participação ativa na UE, que “é necessária e produz frutos”. Neste âmbito, Augusto Santos Silva apontou a União econômica e monetária, a Política de acolhimento de refugiados e das migrações, e a Cooperação estruturada permanente na segurança e defesa como os três principais exemplos que sustentam esse objetivo.

Numa referência aos recentes desenvolvimentos na União, em particular o processo do “Brexit”, o ministro sublinhou a necessidade de reforçar a participação ativa de Portugal. “A saída do Reino Unido da UE significa uma perda para a Europa, uma perda da dimensão atlântica da Europa, e Portugal, juntamente com outros países atlânticos e de tradição atlântica tem uma responsabilidade adicional para colmatar essa perda”, referiu.

A necessidade de Portugal se manter na “linha da frente” da construção europeia, voltou a ser enfatizada quando alertou para “outra questão decisiva na UE” relacionada com o cumprimento do Estado de direito. “Há países da UE que com fundamento podemos pôr em dívida se os tribunais são isentos ou se existe liberdade de imprensa…”, assinalou sem especificar.

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