Lisboa rumo a se tornar o novo Vale do Silício Europeu

Um estudo de 2016 apoiado pela Allianz Kulturstiftung, uma fundação da companhia de seguros alemã, classificou Lisboa como a quinta comunidade com melhor desempenho na Europa, à frente de Estocolmo e Dublin, por exemplo.

A cena tecnológica de Portugal ainda é pequena, com as empresas de capital de risco investindo US$ 18,5 milhões em apenas nove negócios no ano passado, de acordo com a Preqin, uma empresa de pesquisas em investimento global. Mas isso é um salto de seis vezes em relação a 2015, e as empresas portuguesas de fintech já estão fazendo barulho em todo o mundo.

Com o cenário de saída da Grã-Bretanha da Comunidade Europeia, os países da provavelmente não fomentarão um êxodo tecnológico de Londres, ao invés disso eles irão acelerar a formação de novas empresas em outros lugares. Perder o acesso ao mercado único europeu obscureceria os planos estratégicos de crescimento de empreendedores que pretendiam usar o Reino Unido como um trampolim para expansão na Europa. Perder os direitos de liberdade de circulação que permitem que os cidadãos da UE se estabeleçam no Reino Unido também pode prejudicar, pois mais de 40% dos empreendedores de startups britânicos se formaram fora do país, de acordo com a Balderton.

A incerteza em torno do Brexit já está causando danos. Em 2016, o investimento em empresas de tecnologia britânicas caiu 15%, para 3,6 bilhões de libras (US$ 4,4 bilhões). Essa foi a primeira queda em sete anos, de acordo com Preqin. Além disso, os investidores cancelaram ou atrasaram o financiamento de pelo menos 30 fintechs britânicas desde o referendo de 23 de junho, segundo a Innovate Finance, um grupo comercial de Londres.

No entanto, essa situação poderá ser benéfica à Portugal trazendo novos empreenderores ao solo lusitano, principalmente para Lisboa que poderá se tornar o novo “Vale do Silício” Europeu. Em Novembro de 2016, mais de 50 mil techies desembarcaram em Lisboa para a Web Summit 2016, uma espécie de Davos para os geeks. Na noite de abertura, João Vasconcelos, secretário de Estado da Indústria, revelou um fundo de 200 milhões de euros para co-investir ao lado de empresas de capital de risco locais e estrangeiras que se mudaram para o país.

Em seguida, Vasconcelos, conhecido como “o Padrinho” nos círculos de tecnologia em Portugal, pediu para que mais de 150 fundadores de empresas locais subissem ao palco para brindarem o sucesso desses empreendedores.

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