Empresas estrangeiras também estão se beneficiando com o Programa Portugal 2020

Seis em dez é a relação entre as empresas estrangeiras nos dez maiores investimentos em Portugal financiados com recursos comunitários provenientes do programa Portugal 2020, ou seja, a cada 10 projetos aprovados seis são protagonizados por empresas estrangeiras e quatro por empresas nacionais.


No cenário global de investimentos o programa beneficiou 263 estrangeiras e 5.716 empresas portuguesas, alterando essa relação para 1 por 21, segundo os dados que o programa enviou ao ECO. Outra forma de ler estes dados é concluir que 4,3% das empresas que já receberam apoios comunitários (até 28 de fevereiro) são estrangeiras e os outros 95,7% são portuguesas. Apoios que são concedidos não só pelo programa operacional das empresas, o Compete, mas também pelos programas operacionais regionais.


A percentagem assume contudo uma maior expressão ao nível do investimento. As empresas estrangeiras foram responsáveis por 13,49% do investimento feito em Portugal com apoios de Bruxelas. Isto é, as empresas nacionais já investiram 5,39 bilhões de euros, as estrangeiras 841,22 milhões. Sendo que os dois maiores investimentos foram feitos por empresas portuguesas, e o terceiro maior investimento foi feito pela brasileira Embraer.


As grandes multinacionais têm sabido aproveitar os fundos do programa Portugal 2020. Embraer, Continental, Eurocast, Fuarécia, Amy’s Kitchen e Sakhi Portugal são as empresas estrangeiras que dominam o ranking das Top 10 dos maiores investimentos feitos com apoios comunitários.

A Embraer quer desenvolver um projeto para implementar soluções industriais avançadas para a produção de componentes de grande dimensão e de estruturas metálicas complexas para novos aviões de transporte comercial. Em causa está um investimento de 63,62 milhões de euros que vai receber um incentivo de 23,53 milhões de euros. Este projeto já arrancou em junho de 2015 e deverá estar concluído em dezembro de 2018. No entanto, este não é o único investimento com apoios comunitários para a empresa sediada em Évora. Além da unidade de estruturas metálicas, a Embraer tem outra de compósitos, especializada na produção de estruturas complexas e traduz-se num investimento total elegível de 93,7 milhões de euros e um apoio público de cerca de 35 milhões. Uma vez concluídos, os dois investimentos terão um impacto na criação direta de emprego de um total de 262 postos de trabalho qualificados, com o complexo da Embraer em Évora a ultrapassar os 450 empregos diretos. O objetivo é também o reforço da diversificação de mercados na indústria aeronáutica, incluindo para clientes fora do Grupo Embraer.

Leia a matéria completa no site da AICEP PORTUGAL GLOBAL..

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