Confederações empresariais apelam à ratificação do acordo entre União Europeia e Mercosul

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A Declaração conjunta das confederações empresariais da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai e da BusinessEurope reitera total apoio para concretização do acordo comercial União Europeia e Mercosul.

As confederações empresariais da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, países que compõem o Mercosul, e a BusinessEurope, que representa 40 confederações empresariais europeias, apelaram hoje à rápida ratificação e concretização do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, alertando para o risco de um atraso pôr em causa o aproveitamento de todo o potencial das oportunidades proporcionadas pelo acordo.

Por iniciativa da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, as confederações empresariais dos países que integram o Mercosul e dos países europeus acordaram uma declaração conjunta tendo em vista a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, que decorre no primeiro semestre de 2021.

Nesta declaração , as confederações empresariais dos países do Mercosul e a BusinessEurope reiteraram o seu total apoio ao Acordo UE-Mercosul e sublinharam o seu compromisso para trabalharem em conjunto com suas autoridades nacionais para a rápida ratificação e concretização do Acordo.

“O acordo proporciona excelentes oportunidades para as economias e sociedades de ambas as Partes e é de importância crucial não apenas por razões estratégicas e económicas, mas também do ponto de vista da sustentabilidade”, referem as confederações empresariais.

Para o presidente da BusinessEurope, Pierre Gattaz, “construir laços comerciais e de investimento mais fortes permite-nos criar oportunidades, mas também superar os desafios que agora nos são colocados”.

“Este acordo levou 20 anos para ser feito. Vamos certificar-nos de para que seja ratificado rapidamente, porque não podemos esperar mais 20 anos”, alertou.

“O acordo é estratégico para integrar duas das maiores regiões econômicas do ocidente. A retirada gradual das barreiras comerciais, que hoje atingem 65% do nosso comércio, permitirá a adaptação competitiva dos dois lados, ao mesmo tempo que estimulará o comércio e investimentos. Por isso, os setores privados dos dois lados precisam liderar o apoio à implementação”, comentou o presidente da Confederação Nacional da Indústria, do Brasil, Robson Braga de Andrade.

“O tratado também privilegia a parte de sustentabilidade e tem o mais completo e ambicioso capítulo de todos os acordos comerciais celebrados pela União Europeia. Os países do Mercosul e da União Europeia comprometem-se a respeitar estritamente o Acordo de Paris incluindo em matéria de emissões de CO2”, acrescentou.

Para o presidente da CIP, Antonio Saraiva, “a concretização do maior acordo que tanto a União Europeia como o Mercosul já fizeram vai dar a oportunidade, às duas regiões, para poderem ultrapassar as dificuldades que estamos a atravessar, mas também a projetar o futuro além da pandemia”.

“Estou certo de que este acordo será uma prioridade para a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, que conta com o empenho das confederações empresariais para o tornar realidade”, acrescentou.

Leia a matéria completa no site da CIP – Confederação Empresarial de Portugal.

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