Brexit cria condições excelentes para investir em Portugal

Real State Portugal

Jorge Cerveira Pinto, responsável pela organização da 1ª Feira de Investimento Imobiliário e de Turismo no Reino Unido dedicada a Portugal, garante que os ingleses continuam a ser um dos principais clientes do mercado imobiliário português. Contudo, alerta que é necessário agilizar a burocracia, simplificar os processos, garantir que os mesmos são rápidos e que acrescentam valor ao processo de tomada de decisão dos investidores.

Até ao momento já estão confirmados mais de 500 milhões de euros de projetos portugueses. A feira que irá se realizar em Londres, entre os dias 20 e 21 de outubro deste ano no Business Design Centre, vai contar com a presença do Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral e da secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.

O Real Estate and Tourism Investment Trade Show será direcionado aos investidores britânicos e de outros países – Europa, Médio Oriente e Ásia, presentes em Londres. Decorre em paralelo com a 2ª edição do encontro de negócios The Portuguese Offer e conta com o apoio da aicep Portugal Global e da Portuguese Chamber of Commerce no Reino Unido, assim como a AECOPS, Associação Portuguesa de Bancos, Associação Portuguesa de Gestores de Golfe ou Associação Portuguesa de Resorts.

O responsável assegura que existe um enorme interesse por oportunidades de investimento em Portugal e, “finalmente, foram criadas condições em termos de modelo de negócio que permitem pensar este projeto a longo prazo”.

Cerveira Pinto revela que o Brexit criou “condições excecionais”, pois “muitos ingleses pensam agora aumentar a sua presença noutros países, principalmente na Europa continental, como forma de se protegerem de algumas consequências mais negativas que possam advir do Brexit. Por outro lado, os ingleses sempre foram grandes investidores em Portugal”.

No entanto, alerta que para Portugal aproveitar bem este momento, tem de ser profissional e dinâmico, e criar condições para que de forma rápida e simples se possa aproveitar esta abertura e perceção de que o nosso país é uma boa aposta. “E, neste aspeto, ainda continuamos, nomeadamente em termos de investimento em projetos imobiliários e de turismo, a ter níveis de burocracia e essencialmente uma lentidão de processos que desagrada particularmente aos investidores estrangeiros. Mais importante do que simplificar os processos, é garantir que os mesmos são rápidos e que acrescentam valor ao processo de tomada de decisão. Muitas vezes ficamos com a impressão de que nem sempre este é o caso”, admite.

Leia a matéria completa no site da SAPO.PT.

Adicionar a favoritos link permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *