A Web Summit 2019 tem participação de 148 startup brasileiras

148 startups brasileiras na websummit 2019

Foto: Stephen McCarthy / SPORTSFILE / Web Summit



A edição de 2019 da Web Summit, que será oficialmente inaugurada esta segunda-feira, às 19h35, pelo ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, e que será encerrada na quinta-feira, 7 de novembro, às 16h55, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, será sobretudo uma maratona de apresentações de 2.150 empresas startup, mais 350 que as 1.800 registadas na edição de 2018.

No entanto, a grande novidade não reside no crescimento do número de startup, mas no fato de haver uma quantidade significativa cujos responsáveis falam português. Aliás, esta é a principal diferença entre o evento tecnológico da Web Summit de Lisboa (que esta edição atrai 70.469 visitantes) e o seu congênere realizado no Canadá, o Collision de Toronto (que deverá atrair 30 mil visitantes em 2020), ambos geridos pela Web Summit sediada em Dublin. É o próprio CEO do Web Summit, Paddy Cosgrave, quem reconhece esta diferença.

“Em Toronto praticamente não se notam as startup que ‘falam’ português – comenta – enquanto em Lisboa, este ano, temos 148 startup brasileiras, o que é fantástico!” E são 6,8% do total de startup presentes no evento.

“Este ano, no evento de Lisboa há uma percentagem enorme de brasileiros. Na Europa e nos EUA muitas vezes esquecem-se que o Brasil tem 200 milhões de pessoas que falam português. O Brasil é gigantesco. E essa dimensão reflete-se no número das startups brasileiras presentes na Web Summit em 2019, que são 148 startups”, refere Paddy Cosgrave.

O conjunto das startup brasileiras “corresponde a 6.83% do universo total de startup registradas na edição de 2019”, adianta a equipe que trabalha com Paddy Cosgrave, admitindo que esta “será provavelmente a sexta maior representação”. Por ordem decrescente, entre os grupos de startup mais numerosos estão as oriundas do Reino Unido, da Alemanha, de França, dos EUA, de Espanha e do Brasil.

Esta realidade traduz o resultado de um trabalho de intercâmbio entre as startup de Portugal e do Brasil lançado na Web Summit de 2018 pela então secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, que tinha sido anteriormente apresentado no Brasil, na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Na gênese deste trabalho esteve um protocolo de cooperação assinado em 2016 entre o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e o presidente da Federação da Fiesp, Paulo Skaf.

O seu objetivo foi promover a internacionalização de projetos de empreendedorismo com elevado potencial de crescimento e base tecnológica, identificados em Portugal e no Brasil, para serem apoiadas por fundos de investimento que nelas queiram apostar. Já na altura o presidente da Federação das Câmaras Portuguesas no Brasil, Nuno Rebelo de Sousa, anunciou que pretendia promover um espaço para empreendedores brasileiros dentro da Web Summit. Este fluxo de startup brasileiras começou com 35 projetos em 2016, tendo aumentado para os 75 em 2017. Em 2019 duplicaram face a 2017.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) tem vindo a acompanhar estes projetos e a apoiou algumas destas startup que já participaram anteriormente no programa StartOut Brasil. Coube à Mobile Time reunir todos os projetos que manifestaram interesse em participar na atual edição da Web Summit.

Leia a matéria completa no site da AICEP – Portugal Global.

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