Portugal aumenta gastos em Defesa, seguindo tendência da OTAN

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Foto: The Siaset Daily



O Governo de Portugal anunciou a proposta de Orçamento de Estado para o ano de 2019, com um aumento de 17,5% nos gastos de Defesa. O esforço português demonstra-se uma tendência dos países pertencentes à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em alcançar o mínimo de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) neste setor. Outros exemplos que seguem essa tendência são a Polônia e a Turquia.

No caso polonês, o intuito é de adotar os planos de modernização das Forças Armadas previstos na Revisão Estratégica de Defesa. Também projeta o gasto na área em 2,2% do PIB até 2020 e 2,5% até 2030, o que, em números atuais, significaria o segundo maior orçamento da OTAN, atrás somente dos Estados Unidos da América (EUA). Já a Turquia, por sua vez, se comprometeu a adotar os 2% do PIB estipulados no Congresso da OTAN em Gales, em 2014. O objetivo, segundo o governo turco, é de que o país passe dos atuais 1,68% para o valor mínimo até 2024.

O fato é que os EUA vêm pressionando os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte, sobretudo na administração do presidente Donald Trump, quanto ao mínimo de gastos em Defesa, sugerindo, inclusive, diminuir os seus próprios gastos nessa pasta. O evidente interesse demonstrado na China durante a campanha presidencial, em 2016, e agora na conhecida Guerra Comercial com o país do leste asiático indicam que Trump está mais preocupado com esta última do que com a Rússia.

Retornando a Portugal, vale lembrar que passou por uma forte crise econômica nos últimos 10 anos, recuperando-se recentemente. Isto posto, considerando que a realidade europeia não foge à regra portuguesa, uma vez que esta crise assolou todo o continente, é difícil imaginar que os EUA consigam fazer com que os membros da OTAN adotem o mínimo estabelecido no curto prazo. Portanto, é interessante notar os esforços da Organização em aumentar os gastos em Defesa, mas, na prática, é muito mais simbólico do que impactante.

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