Em 2017 os brasileiros foram os estrangeiros que mais compraram casas em Lisboa e Porto

Em 2017 os brasileiros foram os estrangeiros que mais compraram casas em Lisboa e Porto

Cascais é um dos locais mais procurados pelos brasileiros.



Os brasileiros redescobriram Portugal e, no ano passado, foram os estrangeiros que compraram mais casas em Lisboa e Porto, mostram dados da APEMIP, a associação que representa o setor. Eles compram casa para férias, para passar apenas parte do ano e até para viver.

“Há cerca de três anos que tenho chamado a atenção para o potencial que o investidor brasileiro representa para o imobiliário nacional, que se acentuou não só com a instabilidade política, social e econômica que o Brasil atravessa mas também com a eleição de Donald Trump nos EUA, que fez que muitos brasileiros que haviam investido na Florida, como é tradicional, procurassem alternativas seguras, como o imobiliário português”, afirma Luís Lima, presidente da APEMIP.

As imobiliárias já tinham alertado para a nova onda de brasileiros que, nos últimos meses, adquiriu casa para morar em Portugal. Gilson Lira, vice-presidente da Embratur – associação de promoção do turismo do Brasil -, assume ao DN/Dinheiro Vivo que a onda ganhou novo fôlego com as vantagens oferecidas por Portugal, como a atribuição de um visto de residência para investimentos superiores a 500 mil euros (vistos gold), ou descontos fiscais para residentes não habituais, que colocaram Portugal também como opção para compra de segunda casa.

No gráfico abaixo podem ser vistos os percentuais (%) de imóveis adquiridos em função da nacionalidade dos compradores.



No ano passado, o fenômeno ganhou escala. O investidor francês manteve-se no top dos estrangeiros que mais investiram em Portugal, mas foi o investimento brasileiro que mais cresceu, representando já 19% da compra de casas por estrangeiros.

Em Lisboa e Porto, a procura é bem maior e os brasileiros já representam 24% e 27% das compras por estrangeiros, respectivamente. No Algarve, e a nível nacional, são os franceses os que mais compram.

Ingleses, chineses e angolanos também estão entre os principais cinco investidores em imobiliário em Portugal. Mas a APEMIP destaca o bloqueio na compra por chineses e apela a que os procedimentos do programa de Autorização de Investimento para Atividades de Investimento sejam rapidamente normalizados para que a captação de investimento chinês volte a ganhar expressão.

No ano passado, Luís Lima estima que o número de transações imobiliárias tenha crescido cerca de 25% face ao registro de 2016. Este ano, o presidente da APEMIP diz que há condições de romper o recorde e conquistar uma nova subida de 30%. Os estrangeiros ficaram com 20% dos imóveis vendidos em Portugal em 2017.

Leia a matéria completa no site do Diário de Notícias/Dinheiro Vivo.PT.

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